O deputado Edilson Silva, do PSOL, fez um apelo para se reunir com o comando da Operação Leão do Norte, que coordena a ação do Exército durante a operação padrão da Polícia Militar em Pernambuco. O pedido feito em Plenário, em nome da Comissão de Cidadania da Alepe, presidida pelo parlamentar, se deve ao procedimento de revista realizado pelos soldados. Eles estariam obrigando os cidadãos a ficar de joelhos para a verificação. Outro assunto abordado pelo parlamentar foi o contrato do Poder Executivo para distribuição do jornal Diário de Pernambuco nas repartições públicas. Ele criticou o gasto de 4 milhões de reais enquanto a Farmácia do Estado está sem distribuir uma série de medicamentos. “Não existe argumento neste mundo que me convença que garantir remédio na Farmácia do Estado é menos importante do que garantir R$ 4 milhões para uma empresa de comunicação.”
O líder da oposição, deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, também criticou o governo pela falta de habilidade para enfrentar a crise econômica. De acordo com o parlamentar, nos últimos dois anos, o Poder Executivo teve uma injeção de 1 bilhão e 800 milhões de reais. Apesar disso, ele citou o aumento da criminalidade e a paralisação das obras do BRT e de navegabilidade urbana. Costa Filho questionou ainda a situação dos hospitais públicos e do saneamento básico. “É importante que o ano de 2017 seja um ano melhor para todos os pernambucanos. Um ano em que o Estado apresente soluções, que possa apontar caminhos para Pernambuco porque dinheiro tem.”
O líder do governo, deputado Waldemar Borges, do PSB, destacou que o Brasil passa pela maior crise da história do País. Ressaltou também que as dificuldades começaram pela má gestão do Governo Federal. Ele afirmou que Pernambuco é o oitavo estado em superávit, ou seja, o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo. O parlamentar citou investimentos na área de saúde, educação e segurança. Sobre a falta dos medicamentos na Farmácia do Estado, Borges disse que é preciso levar em conta o atraso nos repasses federais. “Falar dos remédios e não falar dos meses de atraso dos recursos do Governo Federal descredencia a crítica.”
O líder do governo lembrou ainda que a folha de pagamento encerra o ano em dia.
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